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POLOS DE ENSINO UNIASSELVI
INSTITUTO EDUCACIONAL DO RIO GRANDE DO SUL
29 de maio de 2018

O AMOR EM SALA DE AULA

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CONTEÚDO DO POST

EDUCAÇÃO AFETIVA ESTIMULA A SINGULARIDADE E A POTENCIALIDADE NO PROCESSO DE FORMAÇÃO

Ainda em 2012, Rosa Carolina Fonseca não imaginava tudo o que aprenderia sobre inclusão quando começou a estagiar na prefeitura de Canoas. Hoje graduada em Pedagogia e Licenciada em Letras Português pela UNIASSELVI, a professora de Séries Iniciais acumulou experiências atendendo alunos com dificuldade de aprendizado, paralisia cerebral, autismo, Síndrome de Down, Síndrome de Dandy-Walker e crianças sem laudos médicos. “Lidar com inclusão não é somente acolher um aluno em sala de aula, integrando ele na rotina da turma e da escola. Inclusão é proporcionar a possibilidade de ele aprender e agregar o aprendizado à sua experiência, fazendo com que seja significativa”, descreve a atual professora de uma EMEF de Sapucaia do Sul.

O que move Rosa na sala de aula é um fator que também se destaca nos casos das escolas de sucesso, aquelas que conseguiram desenvolver um modelo inovador de aprendizagem: o relacionamento humanizado. Os estudantes tornam-se aprendizes, gerando uma nova aliança entre orientadores e orientados e não mais entre pessoas anônimas.

A qualidade do relacionamento em sala de aula produz um grande impacto em todos. Com confiança, os resultados são ainda mais positivos sobre os aprendizes, estimulando a motivação, a busca por melhor desempenho e avaliações mais satisfatórias.

“Nada completa mais uma prática educativa do que o amor. Isso é sinônimo de respeito, de compaixão, de alteridade, é entender que todos nós temos um espaço que é único e que deve ser feito com o seu melhor, que é feito com a entrega do corpo, da mente e da alma”. Quem defende é a Psicopedagoga e professora convidada da Pós-Graduação IERGS/UNIASSELVI, Luz Mary Padilha Dias, especialista em Gestão Escolar.

PARCEIRO OU AMIGO?

Os dois. Os professores são condutores do aprendizado em aula, não os donos do conhecimento. Em salas com um grande número de estudantes, por outro lado, é mais difícil manter uma relação de maior proximidade. O desejável seria que o professor conseguisse conduzir o aluno a uma autoavaliação, vendo e revendo os objetivos, as aspirações e as suas necessidades pessoais.

As dificuldades que permeiam o ensino são diversas, mesmo assim, uma educação afetiva condiciona o comportamento, o caráter e a atividade cognitiva da criança. Com amor, pode-se gerar maior lucidez e alegria no processo de ensinar e aprender.

“Eu trabalho com amor. É a base de tudo o que fazemos. Muitas crianças não têm um abraço, uma palavra de carinho, nenhum cuidado. Muitos vivem em situação de vulnerabilidade social. Ao sentirem-se amadas, elas elevam a sua autoestima e projetam isso nos estudos. A afetividade é muito importante em sala de aula”, completa a professora Rosa.

AMOR NÃO É PERMISSIVIDADE

A escola também é um espaço de proteção para a criança. Mesmo o professor sendo a maior influência no processo escolar, é importante encontrar o equilíbrio entre a afetividade e a liberdade dentro do processo.

Para a Psicopedagoga Nádia Azevedo, é preciso compreensão, mas também liderança nos processos educativos. “São muitos os desafios em sala de aula e estar na condição de educador nos remete ao quanto estamos diretamente envolvidos, já que o processo de aprender e ensinar é dinâmico. Quando temos claro em nossas mentes o que é ser líder, nossa função em sala de aula fica mais nítida, assim como valores afetivos se fazem necessários no nosso cotidiano”, reforça a professora convidada da Pós-Graduação IERGS/UNIASSELVI.

Limites na educação são ingredientes para que as crianças possam crescer saudáveis e preparadas para a vida adulta. Porém, o afeto em sala de aula é essencial para a manutenção da coragem e do interesse em aprender. O educador não precisa ter medo de dizer não, mas deve explicar os porquês. Alunos seguros desenvolvem muito mais seu aprendizado.

“Nossa prática atual exige um olhar bem mais amplo para ver nosso aluno com os olhos do coração. Conteúdos e didática por si só não completam o ser humano, ele precisa de muito mais, ele precisa de amor”, reforça a Psicopedagoga Luz Mary.

O afeto não precisa ser excluído de nenhum ambiente. Com amorosidade, o acolhimento acontece e abraça a todos.

(Revista IERGS – Informação Educação. 2018)

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